Início » Pescados » C.Vale aposta em tecnologia e genética para impulsionar o consumo de tilápia no Brasil

C.Vale aposta em tecnologia e genética para impulsionar o consumo de tilápia no Brasil

C.Vale acompanha crescimento do consumo de pescado no Brasil e investe em tecnologia, genética e rastreabilidade para fortalecer a cadeia da tilápia.

Compartilhe essa notícia

Referência nacional no processamento de peixes, a C.Vale tem acompanhado o avanço do consumo de pescado no país com otimismo. Para a cooperativa, embora o mercado brasileiro ainda consuma menos peixe em relação a outras proteínas, há um potencial expressivo de crescimento, impulsionado pela estruturação das empresas do setor e pelos investimentos em tecnologia e genética.

“O consumo está aumentando, mas ainda tem potencial para crescer bastante”, destaca Reni Girardi, diretor industrial da C.Vale. “As empresas do setor estão se estruturando com o alojamento, o que tende a tornar a carne de tilápia mais acessível ao consumidor. Ainda temos pontos a melhorar, como o rendimento de carcaça, que é essencial para a rentabilidade da atividade. Esse avanço virá através do melhoramento genético”, completa.

A qualidade do pescado começa na origem e, para a C.Vale, garantir um peixe fresco, padronizado e competitivo passa por uma gestão técnica rigorosa de toda a cadeia produtiva. “Todo o processo produtivo da tilápia é acompanhado por técnicos da cooperativa”, explica Girardi. “Depois que entram no frigorífico, as tilápias passam por descamação, evisceração e filetagem em fluxo contínuo. Essas etapas levam apenas 20 minutos, e em cerca de 50 minutos a carne já está a -18 °C”.

Rastreabilidade e segurança alimentar

Entre os principais desafios do setor está o equilíbrio entre produtividade, qualidade e segurança alimentar em um ciclo produtivo de longo prazo, que pode durar de oito a dez meses. A C.Vale adota um modelo de integração que inclui fornecimento de ração e assistência técnica ao produtor, garantindo padronização e controle. “Nosso sistema permite saber quem produziu determinado lote, quais medicamentos foram utilizados, quem produziu o milho usado na ração e o município de origem do grão”, explica o diretor. 

No portfólio da C.Vale, a tilápia é processada em diferentes formatos, com destaque para o filé, o preferido dos consumidores, seguido da posta e da barriguinha.  Apesar da qualidade e do avanço tecnológico, o pescado ainda enfrenta barreiras para se tornar presença constante na mesa do brasileiro. Girardi acredita que a inclusão da tilápia na merenda escolar e a abertura do mercado europeu podem ser passos decisivos para ampliar o consumo. A cooperativa também enxerga na mecanização e na automação do processamento o futuro da indústria de pescados.“ Esses processos ainda estão atrasados em relação à tecnologia disponível para a avicultura. A C.Vale e as empresas parceiras estão desenvolvendo máquinas para reduzir o esforço dos funcionários e aumentar a produtividade da indústria”, conclui Girardi.

Veja também

Compartilhe essa notícia