
A Aurora Coop encerrou 2025 com resultados econômicos positivos e forte impacto social no campo e nas cidades. A cooperativa destacou a geração de empregos, o fortalecimento da produção agropecuária e a contribuição ao desenvolvimento regional como pilares do desempenho registrado no período.
Os números foram apresentados pela direção da cooperativa e refletem a atuação de um sistema que reúne 14 cooperativas agropecuárias, 87 mil famílias rurais e mais de 50 mil colaboradores em unidades industriais, logísticas e comerciais. O modelo de intercooperação sustenta a produção diária de suínos, aves e leite, além do abastecimento de mercados no Brasil e no exterior.
Em um ambiente marcado por inflação de alimentos, instabilidades geopolíticas e pressões sanitárias, a cooperativa adotou estratégias de adaptação operacional e comercial. No mercado externo, enfrentou restrições relacionadas à influenza aviária e a outras barreiras sanitárias, mas manteve resultados com reorganização das exportações, valorização cambial e melhoria do mix de produtos.
A expansão internacional avançou com a inauguração de uma subsidiária em Xangai, reforçando a presença no mercado asiático e ampliando a inteligência comercial global. No mercado interno, a estratégia foi focada na segmentação de canais, crescimento das vendas digitais e maior eficiência no atendimento e planejamento comercial.
O desempenho também se refletiu na geração de empregos e renda. A cooperativa criou 3.591 novos postos de trabalho em 2025, encerrando o ano com 50.437 colaboradores diretos. Os investimentos em remuneração e encargos chegaram a R$ 2,9 bilhões, enquanto os benefícios totalizaram R$ 686,9 milhões. Considerando saúde, segurança, capacitação e programas sociais, o montante aplicado em pessoas alcançou R$ 3,7 bilhões.

As atividades produtivas movimentaram a economia regional e contribuíram com mais de R$ 27 bilhões em impacto econômico, distribuídos entre geração de tributos, valor agregado na agropecuária, atividade industrial e comercial e remuneração da força de trabalho, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste.
Na produção, a cooperativa registrou crescimento nas cadeias de proteína animal. O abate de suínos alcançou 8,2 milhões de cabeças, aumento de 2,6% em relação ao ano anterior, enquanto o processamento de aves chegou a 347,9 milhões de unidades, alta de 1,4%. O setor de lácteos também ganhou relevância estratégica, impulsionado pela incorporação da marca Gran Mestri e pela ampliação do portfólio de queijos especiais.
A captação de leite somou 489 milhões de litros ao longo do ano, reforçando a diversificação das operações e o fortalecimento das cadeias produtivas integradas ao sistema cooperativo.
No campo da sustentabilidade e da gestão dos ativos biológicos, a cooperativa avançou com práticas baseadas no conceito de saúde única, que integra bem-estar animal, saúde humana e preservação ambiental. Investimentos superiores a R$ 1,4 bilhão em suinocultura, avicultura e bovinocultura de leite reforçaram a biosseguridade e a eficiência produtiva.
O desempenho econômico refletiu esse movimento. A receita operacional bruta atingiu R$ 26,9 bilhões, crescimento de 8,3% em relação a 2024, enquanto as sobras do exercício chegaram a R$ 1,2 bilhão, avanço de 43,5%. O mercado interno respondeu por 65,8% do faturamento e o externo por 34,2%, com destaque para carnes suínas e de aves nas exportações.
O resultado reforça a posição da cooperativa como um dos principais sistemas agroindustriais do país, com atuação integrada entre produção, indústria e mercado, e impacto direto na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.
Fonte: Feed&Food






