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México renova isenção para frango e reduz riscos às ações de frigoríficos

O cenário para os frigoríficos brasileiros na Bolsa começou 2026 com avaliações positivas do banco Santander, que enxerga mitigação de riscos em duas frentes internacionais decisivas: México e China.

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Frangos pendurados em um nórea

No México, a decisão do governo de renovar o programa PACIC por todo o ano de 2026 (e não apenas no primeiro semestre) foi recebida como um alívio para JBS (JBSS3) e Marfrig (MBRF3). A medida garante isenção tarifária para a carne de frango, eliminando o principal risco de curto prazo para essas empresas.

Embora o México tenha aumentado a tarifa para carne bovina, os analistas avaliam que o impacto será irrelevante, pois a escassez de oferta nos EUA continua favorecendo o produto brasileiro. “O saldo é positivo”, afirmam os analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata.

Já em relação à China, que anunciou no dia 31/12/2025 um novo sistema de cotas e tarifas para carne bovina, o banco foca na resiliência da Minerva. Teoricamente a mais exposta, a empresa deve conseguir compensar os limites impostos ao Brasil (cota de 1,106 milhão de toneladas) através de sua diversificação geográfica. A Minerva possui forte presença no Uruguai (cota de 324 mil t) e na Argentina (cota de 511 mil t).

A visão do Santander é que haverá uma mudança nos fluxos globais: Brasil e Austrália devem preencher suas cotas rapidamente, enquanto as operações no Prata (Uruguai e Argentina) servirão como válvulas de escape para manter o volume de vendas para o gigante asiático.

Referência: Money Times

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