
O mercado do boi gordo operou em um ambiente de “queda de braço”, nesta quarta-feira (14/1), informa a Scot Consultoria. Apesar de o escoamento da carne ter sido considerado satisfatório para o período, a oferta seguiu atendendo à demanda e as escalas de abate se mantiveram confortáveis em alguns frigoríficos, que passaram a testar preços mais baixos.
A ponta vendedora, por outro lado, permaneceu resiliente e cadenciou a oferta de boiadas. Diante disso, frigoríficos que ofertaram preços abaixo da referência e não possuíam parcerias enfrentaram dificuldades para formar escalas, enquanto aqueles com programações mais curtas seguiram negociando dentro da cotação vigente.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 23 permaneceram com cotações estáveis para o boi gordo nesta quarta-feira, enquanto outras dez registraram quedas de valores. Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço da arroba seguiu a R$ 318 para o pagamento a prazo.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que a demanda por carnes mais nobres vem se mantendo firme, sustentando as cotações ao longo da cadeia. O movimento de alta dos preços dos cortes traseiros na primeira quinzena de janeiro havia sido observado pela última vez em 2021, quando o mercado passava por ajuste de oferta no campo e pelo aquecimento das compras chinesas, além da pandemia de coronavírus.
Naquele período, o traseiro se valorizou 3,43%, voltando a apresentar baixas nos anos seguintes: -7,35% nos primeiros 15 dias de 2022; -4,89% em 2023; -2,85% em 2024; e -0,43% em 2025.Já para o dianteiro, opção geralmente mais acessível ao bolso do consumidor, além do recuo da parcial deste mês (-2,1%), houve desvalorização no começo de 2020 (-0,26%). Nos anos seguintes, as variações foram positivas, dentro do intervalo de 1,91% (2025) a 10,2% (2022).
Agora, a atenção de agentes do mercado se volta à segunda quinzena de janeiro, com o início dos pagamentos de tributos (IPVA, por exemplo), o que pode frear esse cenário de alta da carne com maior valor agregado.
Fonte: Globo Rural





